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Justiça
Postada em 10/03/2026 16:26 | Atualizada em 10/03/2026 17:42 | Por Todo Segundo

Caso Gabriel Lincoln: Justiça marca audiência de instrução para 22 de abril

Advogado da família reforça importância da audiência para encaminhamento ao Júri Popular
Gabriel Lincoln Pereira da Silva, de 16 anos, morreu durante uma perseguição da polícia militar - Foto: Reprodução

O Poder Judiciário de Alagoas marcou para o dia 22 de abril, às 09h, a primeira Audiência de Instrução e Julgamento no processo referente ao caso do adolescente Gabriel Lincoln, de 16 anos, morto durante uma abordagem policial em Palmeira dos Índios.

O Portal Todo Segundo entrou em contato com o advogado Gilmar Menino, assistente de acusação na Ação Penal, que confirmou a data e ressaltou a relevância desta fase do processo.

“Tenho plena convicção de que, logo após essa etapa tão importante e decisiva do processo, os réus serão pronunciados e, posteriormente, submetidos ao Júri Popular”, afirmou Menino.

Histórico do caso

Gabriel Lincoln foi morto na noite de 3 de maio de 2025, após ser atingido por um disparo nas costas durante uma perseguição policial. O projétil perfurou o pulmão e o coração do adolescente, que não resistiu aos ferimentos, mesmo após ser socorrido e levado à UPA de Palmeira dos Índios.

A versão inicial da Polícia Militar afirmava que Gabriel teria sacado um revólver calibre .38 e disparado contra a viatura, justificando a ação dos policiais. A família contestou desde o início, sustentando que o adolescente não estava armado e havia saído apenas para comprar alface, enquanto ajudava no quiosque de lanches dos pais.

Investigações posteriores indicaram inconsistências na versão policial, incluindo suspeita de forjamento de cena, o que reforçou questionamentos sobre a abordagem e o disparo que matou Gabriel.

Promoção polêmica 

O caso ganhou nova repercussão após a Polícia Militar de Alagoas promover um policial envolvido na morte do adolescente, mesmo com ele respondendo a uma ação penal por homicídio qualificado.

O advogado Gilmar Menino reagiu imediatamente, classificando a promoção como “totalmente desarrazoada” e ingressou com Ação Anulatória de Ato Administrativo na 2ª Vara Cível da Comarca de Palmeira dos Índios, pleiteando a anulação imediata do ato administrativo.

“A promoção de um militar, mesmo por tempo de serviço, não se baseia apenas na antiguidade. O tempo de serviço não é critério absoluto. Conduta ilibada, idoneidade moral e comportamento compatível com o cargo são imprescindíveis para qualquer promoção”, afirmou Menino.

Antes de ingressar com a ação cível, o advogado já havia peticionado nos autos da Ação Penal, comunicando o magistrado e solicitando que o Ministério Público fosse oficiado, buscando esclarecimentos junto ao comando-geral da Polícia Militar.

Expectativa para o julgamento

A audiência de 22 de abril marca o início de uma fase crucial da Ação Penal. Para Gilmar Menino, essa etapa é decisiva para que os réus sejam pronunciados e levados ao Júri Popular, garantindo que a Justiça avance e a memória de Gabriel Lincoln seja respeitada.

O caso segue sob forte atenção da sociedade, reacendendo debates sobre uso excessivo da força, responsabilidade policial e moralidade administrativa em Alagoas. Para a família, cada medida judicial representa mais um passo na busca por justiça e responsabilização institucional.

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