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Postada em 18/05/2026 22:54 | Atualizada em 18/05/2026 22:57 | Por Todo Segundo

CSE pode sofrer punições após ataques machistas contra jornalista e árbitras

Goleada por 5 a 1, para o CSA foi marcada por denúncias de ataques machistas no Juca Sampaio
CSE pode sofrer punições após episódio que manchou goleada do CSA - Foto: Rodrigo Cedro/TV Asa Branca

A derrota pesada por 5 a 1 para o CSA, neste domingo (17), pela Série D do Campeonato Brasileiro, já seria suficiente para um dia difícil no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios. Mas o revés do CSE acabou ficando em segundo plano diante de episódios graves de misoginia registrados durante a partida, envolvendo uma jornalista e duas árbitras assistentes.

O confronto, válido pelo Grupo A10, também teve a atuação do CSA, que dominou o jogo dentro de campo, mas viu o duelo ganhar repercussão negativa fora das quatro linhas.

A jornalista Nathália Máximo, da TV Gazeta, relatou ter sido alvo de ofensas machistas vindas de setores da torcida do CSE, com frases como “futebol não é para mulher”, “vai pra cozinha” e “vai lavar roupa”. As agressões verbais também atingiram as árbitras assistentes Maria de Fátima Mendonça e Fernanda Félix.

O episódio ocorreu em uma área próxima entre a torcida e a zona de imprensa, o que teria facilitado a ação dos agressores. A Polícia Militar foi acionada para conter a situação.

A Federação Alagoana de Futebol (FAF) e entidades da imprensa reagiram com notas oficiais de repúdio, classificando as manifestações como inaceitáveis e cobrando identificação dos responsáveis.

Em nota, a Federação Alagoana de Futebol reforçou que o futebol deve ser um ambiente de respeito e afirmou que está cobrando a apuração dos fatos e a identificação dos envolvidos.

A entidade também destacou que não haverá tolerância para episódios de misoginia e discriminação, e reforçou o compromisso com o combate ao preconceito no esporte.

NOTA DE REPÚDIO DA FAF

“A Federação Alagoana de Futebol (FAF) repudia de forma veemente as falas machistas e misóginas direcionadas às árbitras assistentes Maria de Fátima Mendonça e Fernanda Félix, do quadro CBF/AL, além da repórter Nathália Máximo, durante a partida entre CSE x CSA, em Palmeira dos Índios, válida pelo Campeonato Brasileiro Série D.

É inadmissível qualquer tipo de ofensa ou discriminação contra mulheres no ambiente esportivo. O futebol deve ser um espaço de respeito e profissionalismo, sem qualquer tolerância para atitudes que atentem contra a dignidade das profissionais que atuam no esporte.

A FAF está cobrando a devida apuração dos fatos e a identificação dos envolvidos, reforçando seu compromisso no combate ao machismo, à misoginia e a toda forma de preconceito no futebol”.

Já o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas e a Federação Nacional dos Jornalistas classificaram o caso como violência simbólica e institucional, ressaltando a necessidade de responsabilização. (Veja a nota abaixo).

CSE pode enfrentar reflexos fora de campo

Embora o episódio não tenha ocorrido dentro das quatro linhas sob responsabilidade direta da arbitragem, o caso pode gerar desdobramentos para o CSE, já que o estádio Juca Sampaio recebeu a partida e os atos partiram de setores da sua torcida.

No futebol brasileiro, situações semelhantes costumam ser encaminhadas ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), podendo resultar em advertências, multas e até perda de mando de campo, dependendo da apuração e da reincidência.

Além disso, a repercussão negativa coloca pressão sobre a organização do clube em jogos futuros, especialmente no controle de acesso e segurança no estádio.

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