10/07/2026 11:50:05
Coisa da Política
Entre a doença e o voto: o alerta sobre a política da comoção
Do consultório ao palanque: quando o sofrimento vira estratégia eleitoral
ReproduçãoDoença não é palanque: eleitor deve ficar atento à exploração da saúde em períodos eleitorais

Todo diagnóstico merece respeito e solidariedade. O que não pode ser normalizado é a utilização da doença para ganhar curtidas, seguidores, compaixão pública ou vantagem política.

Segundo o médico e especialista em comportamento Rogério Fonteles, em períodos eleitorais, cresce a exposição exagerada de consultas, exames e tratamentos nas redes sociais, transformando o sofrimento em estratégia de marketing. “Nesta época, algumas pessoas passam a construir uma imagem permanente de vítima, usando a enfermidade para atrair atenção, despertar compaixão e até obter benefícios pessoais, em vez de concentrar suas energias na recuperação”, explica o médico.

O especialista também fez um alerta. “O eleitor precisa estar atento. Sensibilidade é diferente de manipulação. O voto deve ser decidido pelo trabalho, pela competência e pelos resultados apresentados, não pela exploração da fragilidade humana”, concluiu.

Portanto, antes de compartilhar ou se deixar levar pela comoção, reflita. Quem merece seu voto é quem apresenta compromisso, propostas e realizações, não quem transforma a doença em espetáculo.

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