
É ou não é?
Existem várias discussões sobre o confronto entre ASA e CRB. Há quem concorde que é um clássico, há quem discorde.
Antes de falar sobre esta disputa que vem ganhando ainda mais rivalidades diante do histórico recente, tentemos entender como nasce um clássico.
Primeiro, é preciso compreender que um clássico não nasce de um dia para o outro. É necessário sequência de partidas, jogos decisivos, títulos disputados, mobilização de torcidas, questões sociais, políticas e geográficas.
Diante destes elementos, não necessariamente é obrigatório dois clubes serem rivais por serem da mesma cidade.
Por exemplo, CRB e CSA não nasceu um clássico da noite para o dia. O embate foi sendo construído com o tempo através de todos estes componentes citados anteriormente.
Mas voltemos para ASA e CRB.
As duas equipes já se enfrentaram 102 vezes. São 47 vitórias do Galo; 31 vitórias do Gigante; e 24 empates (Fonte: ogol.com).
Alvinegros e alvirrubros já disputaram sete finais de Campeonato Alagoano. O time maceioense levantou o troféu em cinco oportunidades (2012, 2022, 2023, 2024 e 2025); já o clube arapiraquense conquistou a taça em duas finalíssimas (2003 e 2005).
Além disso, os clubes também se enfrentaram em edições do Brasileirão da Série B e Série C.
Portanto, como afirmar que ASA e CRB não é um clássico?
Quando nos deparamos com algumas narrativas carregadas de apenas achismo e o mímino de fundamento, percebemos que o que - quase sempre - impera, é o clubismo ou um suposto complexo de grandeza disfarçado de opinião. Uma tentativa de diminuição a partir do CEP que vive.
Então, se ASA e CRB encaixam-se dentro de todos os componentes e definições sobre o que é um clássico, consequentemente, o confronto pode ser considerado um. Mesmo que retóricas pressupostas surjam através de toda ufania peculiar.

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