
Durante sessão na Câmara Municipal de Palmeira dos Índios, na tarde desta quinta-feira (09), os vereadores Salomão Torres e Lúcio Carlos Medeiros voltaram a protagonizar um acirrado embate político, trocando críticas diretas e acusações de protagonismo. O clima foi tão intenso que o presidente da Casa, Madson Monteiro, precisou encerrar a sessão garantindo a ordem institucional.
A troca de farpas ocorreu em meio a um ambiente de tensão política e disputa por protagonismo em torno do debate sobre a demarcação das terras indígenas em Palmeira dos Índios, tema que tem gerado divergências entre parlamentares e intensificado a busca por espaço e narrativa dentro das discussões públicas.
Salomão Torres utilizou a tribuna para defender sua trajetória política e pessoal, ressaltando sua experiência e compromisso com a cidade e o povo de Palmeira dos Índios. “Para orgulhar minha família, chego a ter cinco mandatos neste parlamento, dignificando minha família e a cidade. Mesmo que para o senhor seja pouco, minha inteligência é grandiosa, porque Deus me deu. Disse”
O vereador acusou Lúcio Carlos de tentar aparecer sozinho em audiências públicas e debates sobre a demarcação de terras, restringindo a participação de outros parlamentares e disputando protagonismo. “Não se trata da terra do Lúcio Medeiros, nem do meu irmão. Trata-se da cidade de Palmeira dos Índios. Vossa Excelência quer ser protagonista de uma história que é de todos. Completou”
Em um dos discursos mais duros já registrados na Casa, o vereador Lúcio Carlos Medeiros afirmou que esta teria sido a primeira vez em que foi à tribuna para responder diretamente a ataques de outro parlamentar, dizendo já ter sido alvo de críticas em outras ocasiões.
Lúcio partiu para uma resposta contundente, elevando o tom contra Salomão Torres e classificando o colega com termos como “parlapatão”, além de negar distorções sobre falas anteriores. “Vossa Excelência é um parlapatão. Quando falei em analfabeto, falei em analfabeto funcional, e não como foi interpretado. O senhor sabe disso”. Esclareceu.
Durante o pronunciamento, o vereador também afirmou que Salomão teria uma postura “astuta e sorrateira” na condução política e criticou o que chamou de contradições entre discurso e prática. “É muito fácil vir aqui pregar paz, mas nas atitudes age de forma rasteira". Afirmou.
Lúcio Carlos também rebateu acusações relacionadas à condução de audiências públicas, especialmente sobre a demarcação de terras, negando ter interferido na escolha de quem poderia falar. “Quem define quem fala é o presidente da sessão. É muita maldade dizer que eu escolhi quem fala ou não fala. Disse”
Ele ainda defendeu sua atuação em uma audiência pública que presidiu, afirmando que concedeu tempo livre aos vereadores e que não houve restrição de fala.
Ao longo do discurso, o vereador ampliou as críticas e afirmou que há uma tentativa de distorcer sua imagem pública por meio de redes sociais e bastidores políticos, mencionando inclusive mensagens recebidas em seu celular com relatos semelhantes envolvendo Salomão Torres.
Diante do aumento da tensão e do prolongamento do embate, o presidente da Câmara, Madson Monteiro, encerrou a sessão no momento final da fala de Lúcio Carlos, buscando evitar maior desgaste entre os parlamentares e garantir ordem institucional da Casa.
O episódio desta quinta-feira (09) não foi o primeiro entre os parlamentares envolvendo o mesmo tema. Salomão Torres e Lúcio Carlos Medeiros já haviam protagonizado outros embates em sessões anteriores, também relacionados a divergências sobre a demarcação das terras indígenas em Palmeira dos Índios.

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