30/10/2026 17:26:00
Justiça
MP pede prisão de casal acusado de matar gata em academia de Maceió
Animal foi agredido dentro de um saco plástico por quase cinco minutos
Reprodução MPAL pede prisão de casal acusado de matar gata dentro de saco plástico em Maceió
Todo Segundo

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) pediu à Justiça a prisão preventiva de um homem e uma mulher denunciados pela morte da gata Camila Regina, vítima de uma sequência de agressões dentro de uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O animal foi atacado enquanto estava preso dentro de um saco plástico, em um episódio de violência registrado por câmeras de segurança.

A denúncia foi apresentada nesta sexta-feira (30) pela 56ª Promotoria de Justiça da Capital. Conforme a acusação, o homem teria executado as agressões, enquanto a mulher seria a responsável por ordenar o crime. Os dois deverão responder criminalmente caso a denúncia seja recebida pela Justiça.

O caso aconteceu no dia 29 de agosto e ganhou repercussão após a divulgação das imagens do circuito interno de segurança da academia. Os registros mostram a gata sendo submetida a uma série de agressões enquanto permanecia imobilizada dentro de um saco plástico.

Segundo o Ministério Público, Camila Regina era um animal comunitário, cuidado e alimentado por alunos do estabelecimento. A investigação aponta que a gata foi colocada dentro do saco e submetida à asfixia. Na sequência, o homem teria pisado diversas vezes sobre o corpo do animal e desferido golpes contundentes. A violência teria durado quase cinco minutos e provocado intenso sofrimento até a morte.

Ainda de acordo com a denúncia, depois das agressões, a mulher apontada como mandante teria saído da academia levando o saco plástico com o corpo da gata.

A acusação foi encaminhada à 10ª Vara Criminal de Maceió. Além de solicitar o recebimento da denúncia e a abertura da ação penal, o MPAL requereu a prisão preventiva dos dois investigados.

A promotora de Justiça Amélia Adriana de Carvalho Campelo afirmou que o inquérito policial reuniu elementos que demonstram a ocorrência do crime e indicam a participação dos denunciados.

A acusação tem como fundamento o artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, que prevê punição para práticas de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilação de animais, além do artigo 29 do Código Penal, que trata da participação em infrações penais.

Agora, caberá à Justiça decidir se recebe a denúncia e se acolhe o pedido de prisão preventiva. Caso a acusação seja aceita, os dois passarão a responder a uma ação penal.

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