
Joyce Silva Soares e Meydson Alysson Alves da Silva Leão, acusados de matar o menino Dyllan Taylor Soares, de apenas 3 anos, em 2016, em Arapiraca, Agreste de Alagoas, foram condenados. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (17), no Fórum do município.
O Conselho de Sentença fixou a pena em 13 anos, 5 meses e 15 dias de prisão para Joyce, enquanto Meydson foi condenado a 14 anos e três meses de reclusão. As condenações se basearam em provas contundentes apresentadas durante o processo.
O caso gerou forte repercussão em todo o estado devido à brutalidade do crime e à idade da vítima. De acordo com as investigações, Dyllan era submetido a agressões frequentes dentro da própria casa, muitas vezes na presença da mãe.
O laudo do Instituto Médico Legal revelou hematomas em diversas partes do corpo, principalmente no abdômen, além de coágulos na cabeça provocados por violência física. As lesões comprovaram que a criança sofria espancamentos contínuos.
Durante o julgamento, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) reforçou que havia provas concretas da autoria do crime, incluindo depoimentos e confissão do padrasto. A acusação destacou que as agressões sistemáticas culminaram na morte do menino.
Em depoimento, Meydson admitiu ter agredido Dyllan e afirmou que Joyce participava das agressões. Ele declarou ainda que a mãe frequentemente batia na criança, confirmando a conduta recorrente de violência dentro de casa.
Relembre o caso
Dyllan Taylor Soares foi encontrado morto no dia 21 de janeiro de 2016, dentro de sua residência em Arapiraca. No mesmo dia, o padrasto foi preso em flagrante sob suspeita de homicídio qualificado. Com o avanço das investigações, a mãe também foi responsabilizada criminalmente.
O caso se tornou símbolo da violência doméstica contra crianças e reforça a necessidade de atenção às denúncias e proteção à infância no estado.


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