
Os três acusados de envolvimento no assassinato da adolescente Ana Clara Firmino da Silva, de 12 anos, irão a júri popular nesta quinta-feira (15), no município de Maravilha, no Sertão de Alagoas. O caso, que gerou forte comoção na região sertaneja, aconteceu em janeiro de 2025 e repercutiu em todo o estado pela brutalidade do crime.
O julgamento será conduzido pelo Ministério Público de Alagoas, com atuação do promotor José Antônio Malta Marques, que irá sustentar as qualificadoras de feminicídio pela morte da adolescente e tentativa de homicídio triplamente qualificado contra outro jovem atacado durante a ação criminosa.
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por vingança. O principal acusado, que tinha 20 anos na época, nutria interesse pela adolescente e teria se sentido rejeitado após vê-la conversando com outro rapaz durante a festa da padroeira da cidade.
“É preciso acabar com essa cultura de posse. O homem precisa saber ouvir e aceitar um não”, destacou o promotor José Antônio Malta Marques.
De acordo com a denúncia do MPAL, o crime aconteceu durante a madrugada do dia 3 de janeiro de 2025, período em que ocorria a festa da padroeira de Maravilha. Ana Clara estava acompanhada de três amigos nas proximidades de uma creche quando o grupo foi surpreendido pelos acusados, que chegaram em um carro prata.
Dois adolescentes conseguiram fugir. Ana Clara e outro jovem, porém, foram alcançados pelos criminosos. O rapaz, mesmo ferido por golpes de faca, conseguiu escapar. Já a adolescente foi assassinada brutalmente.
Segundo a denúncia, a faca utilizada no crime chegou a ficar cravada nas costas da vítima, evidenciando a violência do ataque. Após o assassinato, os envolvidos retornaram para casa normalmente, conforme apontam as investigações.
Além do homem apontado como autor das facadas, também serão julgados um rapaz de 23 anos e uma mulher de 26, denunciados por participação no crime.
Em maio de 2025, o Instituto de Criminalística de Arapiraca realizou a reprodução simulada do caso para esclarecer contradições apresentadas pelos acusados ao longo da investigação.
O júri popular deve mobilizar familiares da vítima, representantes das forças de segurança e moradores do Sertão alagoano, diante da expectativa por uma resposta da Justiça em um dos crimes de maior repercussão recente na região.

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