
Alagoas ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de mortalidade por doenças cardiovasculares, com uma taxa de 245,5 mortes por 100 mil habitantes. O estado aparece à frente do Amapá, que registra 225,1 óbitos, e de Mato Grosso do Sul, com 220,4. Os números acendem um alerta para a saúde pública alagoana diante do impacto de doenças que atingem o coração e o sistema circulatório.
Os dados integram o levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que utiliza informações oficiais sobre mortalidade para acompanhar a evolução dessas doenças no Brasil.
O cenário nacional também preocupa. Segundo o Cardiômetro, ferramenta da SBC que passou a integrar o novo Hub de Doenças Cardiovasculares, o Brasil acumulava 334.898 mortes por doenças cardiovasculares até as 11h do dia 8 de outubro.
A plataforma foi lançada em parceria com a World Heart Federation (WHF) e apresentada durante a abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro, simultaneamente ao Congresso Mundial de Cardiologia.
Projeção aponta aumento de mortes até 2030
O novo Hub reúne indicadores epidemiológicos que permitem acompanhar a mortalidade por doenças cardiovasculares em diferentes períodos e regiões. A ferramenta disponibiliza números absolutos, taxas, séries históricas e estimativas, com recortes por estado, sexo e faixa etária.
As informações utilizam dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e estimativas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Para calcular as taxas de mortalidade, também são consideradas estimativas populacionais do DataSUS, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além de apresentar o histórico de mortes entre 2000 e 2024, a plataforma traz projeções que indicam uma tendência preocupante para os próximos anos.
A estimativa é que o Brasil passe de 417.550 mortes por doenças cardiovasculares, em 2024, para 462.573 em 2030. Isso representa um aumento projetado de 10,8% no período.
Apesar dos números preocupantes, a experiência das últimas décadas demonstra que medidas de prevenção e controle dos fatores de risco podem reduzir a mortalidade.
Entre as principais recomendações estão o controle da pressão arterial e do diabetes, o combate ao tabagismo, a prevenção da obesidade e a prática regular de atividades físicas. O diagnóstico precoce e o atendimento rápido em casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) também são fundamentais para reduzir o risco de morte e de sequelas.
De acordo com os dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, o Brasil registrou uma redução de 36% na taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares padronizada por idade entre 2000 e 2024.
No início da série histórica, em 2000, a taxa era de 306,4 mortes por 100 mil habitantes. Em 2024, caiu para 195 óbitos por 100 mil habitantes.

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