
A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigava um caso de racismo em ambiente escolar e indiciou um professor de 45 anos por injúria racial. O caso ocorreu em uma escola localizada no bairro Benedito Bentes, em Maceió, e teve como vítima um estudante negro de apenas 13 anos.
De acordo com as investigações, o docente teria associado o aluno a um chimpanzé, provocando constrangimento dentro da sala de aula. Mesmo negando as acusações, o professor acabou sendo desligado da instituição de ensino após a repercussão do caso.
A apuração foi conduzida pela delegada Rebeca Cordeiro, que reuniu depoimentos de alunos, testemunhas e analisou imagens do circuito interno de segurança da escola. Embora as gravações não possuam áudio, segundo a delegada, o material visual foi suficiente para comprovar a conduta e evidenciar o impacto da situação sobre o estudante.
Ainda conforme a autoridade policial, alegações de que o episódio teria sido uma “brincadeira” ou algo “sem intenção” não afastam a responsabilização criminal. Ela ressaltou que práticas dessa natureza configuram crime grave e não devem ser relativizadas, sobretudo em ambientes educacionais.
O caso também envolve um adolescente que teria participado da situação ao exibir um caderno com a imagem de um chimpanzé, reforçando a ofensa. A conduta dele está sendo analisada pela delegacia especializada em atos infracionais, seguindo os parâmetros estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A injúria racial é prevista na Lei nº 7.716/1989 e prevê pena de dois a cinco anos de reclusão. A punição pode ser aumentada quando o crime ocorre em contexto escolar ou com intenção de humilhar, como apontado neste caso.
A Polícia Civil reforça que vítimas ou testemunhas de crimes raciais podem denunciar os fatos a qualquer momento, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos e o combate à discriminação.

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