19/03/2026 23:12:05
Polícia
Operação desarticula rede do falso advogado com atuação em Alagoas e 11 estados
Criminosos se passavam por advogados e exigiam pagamentos ilegais com taxas fictícias
ReproduçãoPolícia Civil desarticula golpe do “falso advogado” com atuação em Alagoas e 11 estados
Todo Segundo

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira (19) uma operação de grande escala contra uma organização criminosa responsável pelo chamado “golpe do falso advogado”, que atuava em pelo menos 12 estados brasileiros, incluindo Alagoas. Ao todo, 14 pessoas foram presas e 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e Praia Grande, litoral paulista.

Segundo a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e Crime Organizado, os criminosos obtinham ilegalmente credenciais de advogados para acessar processos judiciais eletrônicos. Em seguida, apresentavam-se como profissionais aos clientes e exigiam taxas e impostos por supostas conclusões processuais inexistentes.

De acordo com as investigações, além de Alagoas, o grupo também operava em Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Pernambuco, Distrito Federal, Acre, Ceará e Roraima. As apurações apontam uma estrutura organizada com funções bem definidas: obtenção de credenciais, extração de dados processuais, contato direto com vítimas via WhatsApp e telefone, criação de roteiros fictícios para enganar clientes, coleta e lavagem de dinheiro e fornecimento de chips telefônicos e contas bancárias.

O núcleo central do crime foi identificado pela análise de itens cibernéticos e financeiros, que permitiu mapear os acessos ilegais obtidos pelos suspeitos. A Polícia Civil trabalha agora para identificar todas as vítimas e calcular o prejuízo causado.

Alerta à população

As autoridades reforçam a importância de desconfiar de contatos solicitando pagamentos relacionados a processos judiciais. Dicas de prevenção incluem:

Os suspeitos podem responder pelos crimes de estelionato qualificado por meio eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem somar até 26 anos de reclusão.

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