
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Silvânia Maria da Silva, de 36 anos, morreu em decorrência de um politraumatismo provocado por agressões. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) e reforça a linha de investigação da Polícia Civil, que trata o caso como feminicídio em Arapiraca.
Segundo as investigações, a vítima foi brutalmente atacada dentro de um contexto de violência doméstica. O exame pericial apontou que Silvânia sofreu múltiplas lesões causadas por agressões violentas, principalmente na região da cabeça.
De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima. As apurações indicam que ele teria utilizado um objeto contundente para desferir os golpes que provocaram a morte da mulher. Os investigadores também apuram a tentativa de asfixia durante a ação criminosa.
Conforme relatou o delegado Douglas Rocha, responsável pelo caso, o casal manteve um relacionamento por vários anos, mas estava separado havia cerca de três meses. A investigação aponta que o suspeito não aceitava o término da relação e insistia em retomar o relacionamento.
Ainda segundo a polícia, o homem havia retornado recentemente de outro estado e teria discutido com a vítima pouco antes do crime. Após as agressões, ele deixou o local e, de acordo com informações preliminares levantadas pelos investigadores, chegou a relatar o ocorrido a uma terceira pessoa.
O resultado do laudo pericial é considerado uma peça importante para a investigação, pois confirma a extrema violência empregada contra a vítima e ajuda a esclarecer a dinâmica do crime.
A Polícia Civil segue realizando diligências para concluir o inquérito e confirmar todos os detalhes da ocorrência. O caso é investigado como feminicídio, crime caracterizado pelo assassinato de mulheres em razão da condição de gênero.

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