25/04/2026 10:26:13
Polícia
Justiça solta suspeito de torturar adolescente mantida em “casinha de cachorro”
Caso aconteceu em Santana do Ipanema. Decisão ocorreu após audiência de custódia
Reprodução / PC-ALJustiça solta suspeito de torturar adolescente mantida em “casinha de cachorro”
Todo Segundo

O homem de 20 anos preso em flagrante, suspeito de torturar sua namorada, uma adolescente de 16 anos e mantê-la em uma “casinha de cachorro”, em Santana do Ipanema, foi colocado em liberdade provisória pela Justiça nesta sexta-feira (24), após passar por audiência de custódia.

Segundo a Polícia Civil de Alagoas, todas as medidas legais cabíveis foram adotadas desde a descoberta do caso, registrada na quinta-feira (23). A jovem foi encontrada em condições consideradas insalubres, nos fundos de uma residência localizada no bairro Camoxinga.

A ação foi realizada por equipes da 2ª Delegacia Regional de Polícia (2ª DRP), sob coordenação da delegada Daniella Andrade, após acionamento do Conselho Tutelar, que recebeu denúncias sobre a situação da adolescente.

Como parte das medidas cautelares impostas, o homem está proibido de se ausentar da comarca sem autorização judicial e deverá comparecer periodicamente à Justiça, a cada três meses, para informar e justificar suas atividades.

Jovem vivia em condições degradantes

No local, os agentes encontraram a adolescente deitada em uma estrutura improvisada, descrita como semelhante a uma “casinha de cachorro”. O ambiente apresentava acúmulo de lixo, forte odor e ausência de condições mínimas de higiene.

De acordo com as informações levantadas pela polícia, a jovem vivia em situação de isolamento, sem acesso à rua, com alimentação precária e afastada da escola, o que reforça os indícios de violência contínua e violação de direitos.

Diante da situação, o suspeito foi preso em flagrante pelo crime de tortura e encaminhado à delegacia.

Prisão

O Auto de Prisão em Flagrante foi homologado pelo Plantão Judiciário do Interior – 3ª Circunscrição. No entanto, durante a audiência de custódia realizada no dia seguinte, a Justiça decidiu conceder liberdade provisória ao investigado.

Em nota, a Polícia Civil reforçou que o caso segue sob investigação e destacou o compromisso com a apuração rigorosa dos fatos.

O órgão também ressaltou que todas as providências legais foram adotadas e que a responsabilização dos envolvidos ocorrerá conforme previsto na legislação.

O caso gerou repercussão e chama atenção para a importância da denúncia em situações de violência contra crianças e adolescentes, além da atuação integrada dos órgãos de proteção para garantir o resgate e a segurança das vítimas.

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