
O homem que morreu durante a Operação Tríade Criminal, deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (4) no município de Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas, liderava uma organização criminosa e tinha perfil violento, com histórico de homicídios e tráfico de drogas desde 2013.
De acordo com informações da Polícia Civil, Nelyn de Lima Silva, de 35 anos, era apontado como uma das principais lideranças do grupo. Ele reagiu à abordagem policial e acabou baleado após confronto com os agentes; chegou a ser socorrido para um hospital do município, mas não resistiu aos ferimentos.
A operação resultou também na prisão de cinco pessoas — três em flagrante e duas por mandados de prisão preventiva — além da apreensão de drogas e armas de fogo, que serão submetidas a exames de comparação balística para investigar possíveis ligações com homicídios antigos na cidade e região.
Segundo as investigações, a organização criminosa atuava de forma estruturada e sistemática, mantendo domínio territorial por meio da violência e da ameaça constante aos moradores. O grupo controlava áreas estratégicas da cidade, especialmente a região central e o bairro Alto do Cruzeiro, dificultando o trabalho das forças de segurança.
O delegado João Paulo explicou que a facção impedia denúncias e silenciava testemunhas: “Essa organização atuava sistematicamente na intimidação da população local, fazendo com que ela não colaborasse com as autoridades policiais, o que dificultava a elucidação desses ilícitos. Agora existe a oportunidade de as pessoas que tiveram parentes lesados por esse grupo procurarem a delegacia.” Disse.
Sobre a liderança criminosa, o delegado reforçou: “Era um indivíduo extremamente perigoso, com vasta ficha criminal por homicídios, tráfico de drogas e associação criminosa. Desde 2013, apresentava um perfil brutal e cruel nas mortes praticadas, a exemplo de uma das vítimas que foi arrastada pelo pescoço em uma moto.” Afirmou.
Integração policial e coordenação
A Operação Tríade foi acompanhada pelo delegado Alexandre Leite, diretor da Diretoria de Polícia Judiciária 3 (DPJ3), e coordenada pela 5ª Delegacia Regional de Palmeira dos Índios e pela 5ª Unidade de Homicídios, sob o comando dos delegados Rosivaldo Vilar, Rodrigo Temoteo e João Paulo.
O delegado Rodrigo Temoteo destacou a importância da integração das forças de segurança: “A operação foi uma ação integrada da Segurança Pública, uma política que está sendo implantada pela Delegacia-Geral para que as delegacias de homicídios trabalhem em conjunto com as delegacias que enfrentam o tráfico de drogas. Tivemos prisões, apreensões de armas e entorpecentes, o que representa um benefício direto para a sociedade, principalmente com a proximidade das festas carnavalescas.”
Por que “Tríade”?
O nome Operação Tríade Criminal faz referência às três frentes de atuação do grupo: tráfico de drogas, homicídios e organização criminosa, pilares que sustentavam o poder da facção em Palmeira dos Índios.

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