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Polícia
Postada em 25/05/2026 20:31 | Atualizada em 25/05/2026 20:55 | Por Todo Segundo

UPA de Maceió denuncia venda de atestados falsos por WhatsApp

UPA do Trapiche diz ter acionado autoridades para investigar os responsáveis pela fraude
UPA de Maceió denuncia esquema criminoso de atestados médicos vendidos por Pix - Foto: Reprodução

A direção da UPA Trapiche da Barra denunciou a atuação de criminosos que estariam utilizando grupos no WhatsApp para emitir e vender atestados médicos falsos em Maceió. Segundo a unidade, os documentos eram comercializados mediante pagamento via Pix e utilizavam de forma ilegal o nome de uma médica vinculada à unidade, além do endereço da UPA e o número de CRM da profissional.

O caso acendeu um alerta sobre a atuação de golpistas que estariam oferecendo documentos fraudulentos para justificar faltas no trabalho e outras ausências, prática considerada crime previsto no Código Penal Brasileiro.

De acordo com a direção da unidade, os falsificadores reproduziam atestados supostamente emitidos pela UPA Trapiche da Barra para dar aparência de autenticidade aos documentos. A fraude pode configurar crimes como falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso e uso indevido de identidade profissional.

Em nota oficial, a unidade afirmou que já acionou os órgãos competentes para investigar o esquema e identificar os responsáveis pela produção, comercialização e utilização dos atestados ilegais.

A direção da UPA também fez um alerta direto para quem compra esse tipo de documento. Segundo a unidade, não apenas os criminosos envolvidos na falsificação podem responder judicialmente, mas também os usuários que apresentarem os atestados falsos em empresas, repartições públicas ou qualquer outro ambiente institucional.

Ainda conforme a nota, a UPA Trapiche da Barra possui um Procedimento Operacional Padrão (POP) específico para verificar a autenticidade de atestados médicos emitidos pela unidade. O sistema foi criado para ampliar a segurança jurídica das empresas e dificultar fraudes documentais.

A unidade informou ainda que empresas interessadas em confirmar a veracidade de documentos supostamente emitidos pela UPA devem procurar oficialmente o setor administrativo responsável pela validação.

A diretora-geral da unidade, Luzalaneide Souza, reforçou o compromisso da instituição com a ética, a legalidade e a segurança das informações, além de repudiar qualquer uso criminoso do nome da unidade e de seus profissionais.

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